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1 de maio de 2016

Resenha do livro: A Menina Que Colecionava Borboletas


O que temos para hoje é... Uma deliciosa resenha de livro, que há muito tempo eu não fazia aqui né! Resolvi então fazer a minha resenha sobre o livro A Menina Que Colecionava Borboletas da Bruna Vieira.


O livro foi lançado em 2014, e publicado pela Editora Gutenberg é o terceiro livro da Bruna e reúne 148 crônicas escritas por ela abordando diversos assuntos. Tem tanto crônicas inéditas, como crônicas que já foram publicadas no blog depoisdosquinze.com. E essa capa Maraaaavilinda demaixxxxxx foi ilustrada pela Malena Flores. Eu particularmente sou apaixonada pelas capas dos livros da Bruna, e essa com certeza é uma das minhas preferidas!


Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí.


"Abrimos a janela, destrancamos a porta e colocamos na mesa todas as nossas expectativas."


Quando essas crônicas foram escritas, o período até o lançamento do livro, a Bruna estava com 19 anos, e o livro passa muito a sensação de uma Bruna mais confiante de si, que está amadurecendo em diversos aspectos, tanto pessoal, como profissional, até mesmo a sua escrita fica mais "firme", mais madura. E eu me identifiquei demais com muitos textos do livro, assim como o livro todo em si. Acredito que por eu ler ele agora, momento em que estou em uma idade, ou momentos parecidos com os da Bruna na época, faz com que eu me identifique e de certa forma me encontre em vários momentos nesse livro. Enquanto lia, me peguei várias vezes refletindo e até mesmo associando situações vividas nas crônicas com momentos em que passei recentemente. É como se fosse se encaixando. Dessa forma a leitura aconteceu de uma maneira super leve. Fácil. 

O livro tem muitas metáforas, lições de vida que nos deixam bastante pensativos principalmente em relação as escolhas. Sabe, teve muitos momentos que li um trecho, ou um texto inteiro, e parava para ficar pensando sobre o que está escrito ali, e sempre associando com o que acontece em nossas vidas. O livro faz meio que a gente perceber certas coisas.


 "Não existem garantias ou promessas que durem para sempre. Precisamos continuar lutando por aquilo em que acreditamos. Já dizia o Pequeno Príncipe: “Tu te tornas responsável por aquilo que cativas”. (pág.27)" 


"Não existe certo ou errado. O melhor caminho é sempre aquele que te faz olhar ao redor e perceber os pequenos detalhes." (pág. 73)


"Quando você deseja o bem, o bem te deseja também."


Pesquisando mais sobre o livro encontrei uma resenha muito boa sobre ele, feita pela Glaucia Cássia do blog Mais Que Livros. Em que ela diz:

"Abordando temas como: AmizadePadrões de BelezaViagens e Morar Sozinha, a autora mostra que mesmo com tão pouca idade está apta a falar de qualquer assunto e mostrar que é possível tirar lições de qualquer experiência, sendo ela boa ou ruim. Afinal, somos nós quem decidimos se vamos nos abater em meio as dificuldades que a vida nos impõe, ou se iremos nos levantar, sacudir a poeira e seguir em frente com a cabeça erguida.

Já no início do livro é possível compreender a mensagem que a autora quer nos passar, e na boa é impossível não concordar com ela, pois estamos sempre muito preocupados com os padrões e rótulos impostos pela sociedade e pela vida em si, e esquecemos de quem nós realmente somos. E no meio desta confusão acabamos perdendo nossa verdadeira essência e nossa identidade, então o melhor a fazer é lembramos que a vida é uma só, e erros vão acontecer, e pessoas irão nos decepcionar e irá esperar de nós aquilo que nunca nos dispusemos a dar. E no fim será que vai valer a pena todo esse teatro? Acredito que não, pois para fazermos o bem aos outros é necessário antes fazermos e estarmos bem com nós mesmos."



"Crescer é assim. Você aumenta de tamanho e ganha mais espaço aí dentro."


"Acreditar nos sonhos de alguém é uma das formas mais bonitas de demonstrar carinho e amor."  (uma das minhas frases preferidas!)


"Eu não quero te consertar. Nunca quis. Quero é provar que podemos ser exatamente assim, cheios de defeitos e sem nenhuma garantia. Invisíveis para o resto do mundo, mas o suficiente um para o outro." (pág. 75)


"Decepções em geral nos fazem pensar sobre a maneira como levamos a vida. Principalmente quando estamos sozinhos. [...] Penso que quando não temos alguém para agradar, nos resta agradar a nós mesmos." (pág. 49)


"Você estava errado. Todos nós vivemos dentro de uma bolha e nem sempre podemos controlar a direção do vento. Mas a maneira como enxergamos o trajeto e quem escolhemos para estar ao nosso lado, isso sim, é uma tarefa completamente nossa. São atitudes, palavras, valores e um monte de coisas cujo verdadeiro valor a gente só descobre quando aprende a ser leve. E assim, acredito eu, vamos longe." (pág. 50)


"Não existem garantias ou promessas que durem para sempre. Precisamos continuar lutando por aquilo em que acreditamos."

"Para quem realmente se importa, os detalhes fazem toda diferença."



Eu fiquei completamente apaixonada por esse livro, e recomento MUITO para todos! E de todas as idades! Vale muito a pena ler! Ahh, eu já tenho o hábito de anotar alguns trechos dos livros que leio, e que gosto, me identifico, com esse livro eu saí anotando muuuitos, ainda quero anotar mais! Então coloquei alguns trechinhos espalhados por esse post e fotografei algumas partes super lindas do livro.


"Para superar de verdade os problemas, precisamos nos reinventar. Mergulhar dentro dos próprios pensamentos e encontrar uma pontinha de esperança que nos faça querer seguir em frente e parar de chamar tanta atenção para algo que, no final das contas, é só nosso."


Fotos: Renata Rodrigues


Quem já leu algum livro da Bruna? O que acharam? E gostaram dessa resenha? Me digam aqui nos comentários! Beijuxxxx ;*




24 de julho de 2014

Resenha do livro: A Elite


Oláaaa geeenthy, já está com bom tempinho que não faço resenhas aqui no blog né! Então hoje resolvi postar para vocês a resenha do livro A Elite, que é o segundo da trilogia A Seleção. Eu já fiz um post aqui no blog com a resenha do primeiro livro, e vocês conferem aqui: -> Resenha: A Seleção. O segundo livro é muito bom, e consegue superar o primeiro por conta de tantos momentos no livro que te deixam sem fôlego! Rsrsrs E claro, a capa do livro também é muito linda! <3

 
O livro é um romance, mas um romance puro mesmo, e se torna mais ainda por envolver príncipes e princesas. Muita gente acaba achando o livro um pouco bobo, e "pra menininhas" como eu já li algumas pessoas falarem. Mas para quem admira e gosta de ler um romance, esse livro é um encanto! E eu recomendo muito essa leitura.
 
 
 A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

 
O primeiro livro é mais lento, os fatos acontecem mais detalhados, e são mais tranquilos. Já nesse segundo livro as coisas mudam. É a reta final da busca de Maxon, e com poucas garotas, a disputa fica bem acirrada. Mas é ai que surgem outros conflitos, a história passa a abordar conflitos internos que ocorrem em Illéa e muitos segredos.
America continua na sua dúvida entre Maxon e Aspen, e nesse livro as dúvidas aumentam! América também passa a se demonstrar mais forte, percebe os problemas e estão ao redor e busca lutar para resolvê-los. Ela deixa de ser a "menininha" da casta 5 e passa a virar uma mulher, uma candidata a princesa.
Esse livro é emocionante, te faz ler sem parar, e te surpreende bastante, eu fiquei de queixo caído em algumas partes! Ainda não li o terceiro, e nem O Príncipe, mas em breve pretendo ler.



- Como é amar? – Perguntou May.
Parte de mim ficou magoada. Por que ela nunca tinha me perguntado isso? Depois, me lembrei: para May, eu nunca tinha amado.
Lucy abriu um sorriso triste.
- É a coisa mais maravilhosa e terrível que pode acontecer com você – afirmou com simplicidade. – Você sabe que encontrou algo incrível e quer levá-lo para sempre consigo. E um segundo depois de ter aquilo, você fica com medo de perder.
Página 73


Bom, eu quero muuuuito que a America fique com o Maxon! E você que já leu? O que acha? E para quem não leu ainda eu indico, e recomendo muito que comece a ler a trilogia!
 
 
 
Fotos: Renata Rodrigues

17 de março de 2014

Resenha de livro: Estilhaça-me


Já faz um tempo que eu estava louca para fazer uma resenha sobre esse livro, e agora vai! Desde que li, queria que todo mundo também lê-se. É um livro muito bom, mas não é muito conhecido. A capa é bem atrativa, e só de olhar já dá uma certa vontade de ler. O livro te surpreende, você começa a ler e não dá muita coisa pela história, mas depois de uns 4 ou 5 capítulos pronto! Paixão! Os capítulos do livro não são extensos, o que não torna ele cansativo. Quando você começa a ler, não sente e não quer parar! 



Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 302
Lançamento: 2012

"Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro."


"Juliette está há 264 dias isolada das pessoas e do mundo. Ela é perigosa. Seu toque é mortal. Depois de ser confirmada como uma ameaça, ela foi trancada para o seu bem e de toda as pessoas a sua volta. O mundo não está muito melhor: a atmosfera está destruída, comida e animais são escassos. Um grupo promete resolver a situação: O Restabelecimento. O que sobrou do mundo foi dividido em 3.333 setores, cada um com seu representante. O setor de Juliette é comandado pelo jovem Warner, ele a quer como arma a favor do RestabelecimentoPara impor o respeito necessário."


O livro é mais uma distopia, e como os livros distópicos, traz uma crítica sobre o mundo atualmente, sobre as formas de consumo desenfreado, a exploração dos recursos da natureza e as consequências disso. A história se passa em uma época onde o mundo já sofria pela falta de todos esses recursos, e "tentam resolver". 

No início a história é meio confusa pelo uso frequente de palavras e frases riscadas. Mas durante a leitura você vê como isso faz diferença, pois Juliette diz uma coisa, mas o que ela está pensando é outra, e isso é colocado lá na frase também. Mas de uma outra forma. O início é confuso, mas com alguns capítulos você começa a compreender a história. 

Juliette está aprisionada, mas ela não é louca, ela não pode tocar nas pessoas, por isso é renegada, e foi afastada do mundo. Mas tudo muda no dia que ela recebe um companheiro de cela. E muito do que também foi trancado dentro dela vem à tona e aflora muitos sentimentos, e sentidos.


E o romance... ahhh gente o romance, não tem nada, nada mesmo de um romance muito meloso e clichê, muito pelo contrário, é ardente, é proibido.É um romance com ação, com momentos que você perde a respiração! Cada momento do livro é fascinante e envolvente, não cansa de forma alguma, e quando terminei de ler fiquei louca para ler a continuação, que se dá no segundo livro da trilogia Liberta-me. Em breve farei resenha sobre ele!


“A única existência que conheço agora é a que me foi dada. Um eco do que costumava ser.”

“A esperança neste mundo sangra do cano de uma arma.”

“Tenho gritado por anos e ninguém jamais me escutou.”

"Espio suas feições, o sorriso torto que eu quero provar, a cor de seus olhos que eu usaria para pintar um milhão de quadros."

"Estou me afogando em seus olhos e não sei o que dizer."


E resumindo, sobre Estilhaça-me VOCÊS PRECISAM LER!



17 de janeiro de 2014

(Mini) Resenha dos livros: O Teorema Katherine e A Culpa é das Estrelas


Bom genthy o post de hoje é uma pequena resenha de dois livros incríveis, de um autor maravilhoso. 
O Teorema Katherine e A Culpa é das Estrelas do John Green.

Neste post eu estou usando emprestado as fotos da Melina Souza  Eu baixei e li os dois livros pelo computador, então não foi possível eu mesma fotografar os livros para o blog. Mas futuramente farei uma sessão de fotos com eles!


O Teorema Katherine:

Vi o livro na internet algumas vezes, vi nas livrarias, e só olhava de longe, nem me interessei logo de cara. Achei que fosse tipo um livro meio infantil e tals (olha a besteira). Mas certo dia resolvi ler, e foi o primeiro livro que li do John Green, e... me apaixonei, pela história e pela forma como o autor escreve. O livro em si é  lindo, e a história faz você devorar o livro, eu li rápido, porque, enfim, não queria parar de ler!

"Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."
*

Pois é o garoto namorou com 19 Katherines, e depois do fora que leva da última, vê sua vida mudar, viaja ao lado do seu melhor amigo, e fica na cidade que foi a sua primeira parada, Gutshot, onde eles desceram para ver um túmulo. Era só uma visitinha. Mas acabam ficando. E em meio a novas pessoas, e momentos hilários, Colin encontra as inspirações para criar seu incrível teorema de prever o futuro de um relacionamento. 
O livro é uma comédia! Muito divertido, e os personagens são apaixonantes! Eu amei o livro, muito mesmo é já recomendei para vários amigos, que leram e também gostaram!

Aqui alguns prints que tirei de uns trechos do livro:



A Culpa é das Estrelas


Depois de muito, mas muito mesmo ouvir falar do livro e do quanto ele é bom, eu fui enfim ler nessas férias. Eu já tinha visto muito falarem do livro, que era emocionante, que era de fazer chorar, coisas do tipo, então acho que por conta disso eu já fui ler preparada para encontrar um história triste e emocionante, e talvez por isso em alguns momentos não me surpreendi tanto, por esperar algumas coisas da história. Mas é um livro muito bom, que te prende, no começo não conseguia parar de ler, depois foi ficando mais calmo, mas assim como o teorema, eu li em pouco tempo. E eu nossa fiquei muito mal em alguns momentos da história, e pude confirmar, é emocionante!
Nesse livro o autor consegue equilibrar momentos engraçados, com momentos emocionantes, momentos alegres, com momentos tristes. Tem horas que você ri das coisas que a Hazel diz e faz, e ela é uma doida!

"Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas"
*
É um romance lindo. E o livro não é sobre o câncer, é sobre a história de amor de dois adolescentes que (sobre)vivem com a doença.

A Melina fez uma observação sobre o livro:
 " Não sei se aconteceu (ou vai acontecer) com mais alguém, mas eu cheguei até a sentir dificuldade de respirar algumas vezes por causa da Hazel (ela tem câncer no pulmão)."

É aconteceu comigo =/

Uns trechos do livro:


Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.” (Gus Waters) 

21 de dezembro de 2013

Resenha do livro: A Seleção


Sabe aquela frase: Não julgue um livro pela capa.?! Pois é, eu não julgo um livro pela capa, gosto sempre de ler resumos do livro, recomendações, é isso que me faz querer ou não ler aquela história. Mas confesso que com esse livro, assim que vi a capa me encantei, e só depois fui atrás de saber do que se tratava a historia, e para a minha sorte ela também me encantou!



A Seleção é um romance, da autora Kiera Cass, e da editora Seguinte. Uma história de príncipe, princesa, rei, rainha, nobreza, palácio.
A história é envolvente, e pra quem gosta de romances é encantadora. Em vários momentos do livro eu cheguei a suspirar. A história faz você imaginar, e dá até vontade de fazer parte do roteiro.

O livro e os personagens são apaixonantes.




Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. 
Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha

A história se passa no futuro pós-guerra, e o livro é uma distopia. Tudo acontece em Illéia, lugar onde um dia foram os Estados Unidos, que foi dominado pela China, e depois se instalou uma monarquia. A Seleção é escrita em primeira pessoa, tudo do ponto de vista de America Singer.
A sociedade do país é dividida em castas, de 1 a 8. Sendo a 1 a nobreza. América pertence a casta 5, e passa por uma vida cheia de dificuldades, e vive um romance proibido com Aspen, de uma casta mais baixa que a dela.

Até o dia em que é convocada para a seleção, se inscreve contra a própria vontade, e para a sua surpresa é escolhida para ser uma das 35 garotas que disputarão o coração do príncipe Maxon – o coração, a coroa e muito dinheiro-.

"Mas havia coisas – coisas importantes – que eu amava. E aquela folha de papel se erguia como um muro entre mim e o que eu queria. Talvez eu quisesse coisas idiotas. Ou que não conseguiria alcançar. Mesmo assim, eram coisas minhas. Não estava a fim de sacrificar meus sonhos, independentemente do quanto minha família fosse importante para mim. Além do mais, já tinha feito bastante por eles." - America


"A oportunidade de escapar da vida estabelecida para elas desde o nascimento. Entrar em um mundo de vestido brilhantes e joias de valor inestimável. De viver em um palácio e competir pelo coração do lindo Príncipe Maxon. Mas para America Singer, ser Selecionada é um pesadelo. Isso significa virar as costas para seu amor secreto com Aspen. Deixar sua casa para entrar em uma competição acirrada por uma coroa que ela não quer. Viver em um palácio constantemente ameaçado por rebeldes violentos. Então, America conhece Príncipe Maxon. Gradualmente, ela começa a questionar todos os planos que fez para si mesma- e percebe que a vida que ela sempre sonhou não é nada comparada com o futuro que ela nunca imaginou."

"Vontade era um luxo que não podíamos ter. Éramos movidos à base de necessidades." - America



America é uma garota como nos. Me identifiquei com ela em alguns momentos. E a história faz rir, ficar triste, ficar horas, e horas lendo sem querer parar. Faz até a gente imaginar e querer encontrar um príncipe! Hahaha, sonhaaa!

Gosto muito também da dose de política que é tratada na história.

A história de A Seleção é leve apesar das confusões amorosas da América, mas cada personagem é envolvente.  Teve momentos que eu consegui sentir as mesmas dúvidas e até sentimentos parecidos com o da personagem, é sério gente, a historia é muito envolvente.

E quando o livro acaba dá aquele desespero pelo segundo, e A Seleção é uma trilogia.
O segundo é A Elite (perfeito, em breve resenha dele aqui no blog).
O terceiro e último livro da saga foi intitulado de “The One” e seu lançamento está previsto nos EUA para 6 de maio de 2014.
Mas Kiera Cass vai lançar também uma extensão da história Um conto de A seleção – O príncipe e o guarda.



Encontrei uma resenha interessante nesse site, que dizia:

"Imagine "Jogos Vorazes”. Imaginou? Agora pense nos problemas políticos, na mocinha que se voluntaria pensando na família, nos seus pretendentes, na arena… Agora junte isto tudo e glamorize: transforme o sangue e sujeira em maquiagem, os rivais em belas moças, a arena em um castelo e o pobre mocinho em um príncipe. 
Apesar de lembrar “Jogos Vorazes” através de uma certa ótica, ao lermos “A Seleção” fica evidente que ambos são livros completamente diferentes, porém extremamente bons ao ponto de não querermos largá-los."



E eu acho que seja um livro que precisa virar filme!



E todas as fotos que ilustram esse post foram tiradas por mim. Já deu para perceber que amo fotografar livros né!

Renata Rodrigues

10 de setembro de 2013

Resenha do livro: Insurgente


Já falei sobre Divergente aqui no blog, e como prometi trago a resenha de Insurgente segundo livro da trilogia de Veronica Roth.

_Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. 



_Uma escolha pode te transformar ou te destruir. Mas todas as escolhas tem a suas consequências e à medida que o descontentamento se instaura nas facções que a rodeiam, Tris Prior tem de continuar a tentar salvar a vida daqueles que ama, assim como a sua, enquanto se debate com questões de luto e perdão, identidade e lealdade, política e amor. O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado com celebração e vitória com a facção da sua escolha, em vez disso, o dia terminou com horrores inexplicáveis. A guerra está no horizonte à medida que os confrontos entre as facções e as suas respectivas ideologias crescem. E em tempos de guerras, partidos serão tomados, segredos virão há superfície e as escolhas se tornarão inegáveis e cada vez mais poderosas. Transformada pelas suas decisões mas também pelo seu luto e culpa, descobertas radicais e relações em mutação, Tris tem de abraçar a sua Divergência mesmo sem saber o que poderá perder ao fazê-lo.



Insurgente é tão envolvente quanto Divergente, tem momentos que você até consegue sentir o que a personagem Tris sente, as sensações e os pontos de vista dela são bastante detalhados, e tudo que passa por sua mente em cada situação. Se no primeiro livro, quando terminei já fiquei ansiosa pelo segundo, uma coisa eu garanto, em Insurgente você fica mais ansioso ainda pelo terceiro livro Allegiant. Sabe quando o livro acaba e você fica necessitando muito, mais muito mesmo saber a continuação?! É exatamente assim! Como eu disse na resenha passada, muitos fatos de Divergente são esclarecidos nesse livro e você conhece bem mais a fundo a história de certas facções e personagens.
Com certeza é um livro que complementa muito um ao outro, é o tipo de trilogia que não dá para ler só um, ou outro e ficar satisfeito. Você sente necessidade de ler a continuação.
O romance esse fica ainda mais tenso, e com mais emoções. É um romance muito forte, um amor muito grande. Que tem que enfrentar muitos obstáculos e principalmente escolhas. Porém não é o fato central da história, já que eles estão muito mais preocupados em salvar o mundo, do que se entenderem. Mas nem por isso perde a graça e a emoção!
E assim como Suzanne Collins ficou conhecida por matar muitos personagens em Jogos Vorazes, Veronica também foi no mesmo rumo.

Encontrei uma resenha bem interessante sobre o livro, e não poderia deixar de colocar aqui, é do blog Fome de Livro:

- O livro começa bem onde o anterior terminou e talvez você se sinta perdido por algumas páginas até se lembrar bem do que aconteceu.
Insurgente tem uma das melhores tramas que já vi, não há trechos tediosos ou maçantes e gostei muito de conhecer melhor as outras facções e entender bem como cada uma delas funciona. O ritmo do livro é frenético, parece que a autora cortou absolutamente tudo o que era desnecessário e manteve apenas as partes que realmente fazem o coração bater mais rápido. As reviravoltas nesse livro são tantas que é até difícil lembrar de todas. A autora faz questão de chocar e, como vimos no livro anterior, não tem pena de sair matando personagens. Além de ser surpreendente, esse é um dos finais que mais me deixou ansiosa pelo próximo livro. Preciso saber o que vai acontecer agora!

Amo Insurgente porque ele me faz refletir. O livro fala muito sobre escolhas, sobre o que você está disposto a fazer pelo bem estar dos outros,  sobre até que ponto arriscar-se é nobre e quando passa a ser estúpido e inconsequente. A autora não tem medo de te levar aos cantos mais escuros da mente da protagonista e explorar emoções que gostamos de fingir que não sentimos. -


É exatamente assim, sem contar nas críticas que Veronica faz a sociedade através do livro. Com certeza faz você refletir principalmente sobre a sociedade hoje, e como ter opniões, pensar de maneira diferente, e expor isso, pode ser perigoso.  Porém Tris mostra que mesmo sendo perigoso, ela é uma Divergente. E isso pode ser a única coisa que salve a sociedade.


_"Ambos travamos uma guerra dentro de nós. Às vezes, isso nos mantém vivos. Outras vezes, ameaça nos destruir.

- Tris