Mostrando postagens com marcador adolescência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador adolescência. Mostrar todas as postagens

4 de novembro de 2014

Eu não mordo!

Foto: We Heart It

 
“Tem dias que não dá para aguentar, tem dias que da vontade de gritar e dizer ” EU NÃO MORDO ”!!!!! Mas parece que sim. Me sinto só, não em relação à amizades porque essas sim sempre estão comigo, mas se elas estiverem ocupadas com coisas do coração, quem irá me consolar ? Acho que só a vela mesmo e nem isso, porque a maioria das vezes eu estou no escuro com medo e não vai ter ninguém pra segurar minha mão e dizer que está tudo bem. Não estou falando que sinto falta de ” UMA PESSOA ” em si, e sim daquela ”COISA TODA ” essa coisa toda que eu falo é das olhadas, das cantadas, dos flertes, das paredes escuras de final de festa, dos banquinhos da praça e várias outras coisas que me faz sentir adolescente, mais madura, mais livre e mais amada. A maioria das pessoas buscam para encontrar o amor da sua vida, buscar é bem diferente de tentar, porque tentar é quando você já está passando pra trás o que não te satisfaz mais, e buscar é procurar essas pessoas pra tentar e para passar pra trás o que não te serve mais. Bom eu ainda estou buscando, o problema é que ninguém quer tentar. Estou começando a acreditar na frase ”O amor é para os distraídos ”, porque quanto mais eu procuro mais me foge e se Deus quiser um dia eu vou está ”distraída” e vai que o amor cai do céu como uma folha caí de uma árvore . Eu sei que existem pessoas desiludidas com o AMOR, mas por favor não venham me encher com coisas que não deram certo com vocês. Prefiro tentar do que morrer na inestimável perda do que poderia ter sido. Quero ser olhada com outros olhos, ouvida como se fosse uma rainha e cheirada como se fosse uma flor na primavera, quero tentar vários ” para sempre” nem que dure somente um dia, uma hora, uma semana. É de ”para sempre” em ”para sempre” que você encontra o ”para vida toda”. Pessoas de coração aberto estão sujeitas a tudo e principalmente a receberem visitas que as façam sofrer. Meu coração está aberto , mas ninguém quer entrar e ficar. E por esse motivo eu continuo buscando, mas não tentando. Será que isso é só comigo?! AHHH, e lembre-se antes de qualquer coisa EU NÃO MORDO ( só no caso de você me pedir )”

Lara Maria


29 de julho de 2014

A maturidade não cai do céu


Na minha adolescência, esperei ansiosamente pelos 18 anos. Não iria fazer festa, uma viagem, ou algo do tipo. Apenas queria chegar logo na fase da vida em que viramos independentes. Sempre fui uma menina pra frente, de me virar em certos momentos sem precisar da minha mãe, graças à educação que ela me deu. Acho que foi por isso que desde tão cedo pensei em me “libertar” desse título de menor de idade.
 
Os 18 anos chegaram e, diferentemente do que pensava, eles não mudaram a minha vida num clique. Continuei morando com a minha mãe e entrei na faculdade ainda com aquele pensamento de colegial. Comemorei o grande dia pedindo uma bebida alcoólica em um bar qualquer – essa foi a única mudança que pude perceber com a maioridade.
 
Tornar-se adulta não necessariamente te transforma em mais sábia, mais inteligente, mais esperta e mais experiente. Na verdade, é como um dia como outro qualquer. Mas, como já dizia o Tio Ben, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, nossos deveres se tornam bem maiores do que antes.
 
Muitas pessoas encaram os deveres da maioridade como “ter”. Ou seja, como adulta você precisa ter: carteira de motorista, carro, um par perfeito, uma casa linda, o emprego dos sonhos… Só que, de verdade, fazer 18 anos não vai te trazer tudo isso magicamente. E, para mim, felizmente.
 
A vida é uma construção. A cada passo que damos, aprendemos uma coisa nova. Dificilmente a maturidade cai do céu e ela não tem nada a ver com a idade que você tem. Maturidade não é “ter”, mas “ser” e é para isso que precisamos abrir nossos olhos. Ninguém se torna sábio ou independente da noite para o dia, apesar de a nossa pressa jovem ainda querer que seja dessa forma.
 
O que quero dizer com isso tudo é: viva cada ano da sua vida e seja sempre um aprendiz. Aproveite a idade que possui agora e saiba que para tudo há a hora certa. Quanto à maturidade, ela é o resultado do aprendizado de cada dia, um após o outro. Então, não precisa ter pressa.
 
Ah! E sabe a independência da qual falei mais cedo? Pois é, estou começando a descobri-la só agora, com 24 anos. E não, ainda não tenho carteira de motorista.
 
 
Gabriela Barbosa

Foto: Paula Buzzo